O equilíbrio do homem de Deus
É caracterizado pela maneira temperante de agir diante de situações

Uma das virtudes mais importantes no homem de Deus é o equilíbrio, tanto no ministério quanto na família, nos gastos pessoais, na alimentação e em todos os setores da sua vida.
Toda matéria criada por Deus tem o seu próprio equilíbrio. O Sol, a Terra e os demais planetas, as estrelas e o que nelas há seguem uma ordem natural equilibrada.
O homem equilibrado é caracterizado pela maneira temperante de agir diante de situações difíceis. O apóstolo Paulo diz a Timóteo que "É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto..." (1 Timóteo 3.2).
Depois diz: "Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo." (1 Timóteo 3.11). Escrevendo ainda a Tito, diz: "Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância." (Tito 2.2).
Quando o homem é de Deus, é equilibrado, temperante e nunca dado ao exagero. Sabe medir as coisas, não sendo tendencioso nem para um lado nem para o outro, pois sendo de Deus, sabe evitar os extremismos ou a posição radical. Nem de mais e nem de menos: tudo na medida certa.
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Isto é de extrema importância, não somente para ele, mas sobretudo para a obra que realiza para Deus, pois quantos homens outrora eram de Deus e se perderam totalmente, por causa da insensata posição radical?
Nem mesmo na nossa própria justiça devemos ser extremos, pois a Bíblia aconselha: "Não sejas demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?" (Eclesiastes 7.16).
Quantos, no afã de se santificarem e se consagrarem, jejuaram acima do normal e acabaram por contrair uma enfermidade? Alguém pode questionar: "Mas onde Deus estava, que os viu adoecerem e não impediu?"
De fato, Deus vê todas as coisas, mas Ele não pode impedir que um servo Seu seja exagerado e faça coisas que fogem à inteligência, desde que a Sua Palavra adverte quanto à temperança em tudo.
Além do mais, quantos são aqueles que na busca de uma super santidade e pureza acabam por contrair a pior de todas as doenças, isto é, o orgulho espiritual?
São aqueles que, após terem se excedido em tantos jejuns, orações, vigílias e outros sacrifícios espirituais, acabam encarnando o próprio caráter do fariseu, diante do publicano, quando orava de si para si mesmo: "...Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens..." (Lucas 18.11).
Deus nos deu a Sua Palavra de sabedoria e inteligência para que julguemos todas as coisas e retenhamos o bem; além do mais, o Seu Santo Espírito tem falado aos nossos corações. Se não temos ouvidos para ouvi-Lo, ou se ouvimos e não damos atenção à Sua direção, isto é outra coisa!
A verdade é que a temperança ou o equilíbrio em tudo o que fazemos é bom e profundamente necessário. A própria Igreja do Senhor Jesus está assentada sobre o equilíbrio dos frutos e dos dons, ou do amor e da fé.
A Igreja, como um corpo, caminha sobre estas duas pernas: os frutos e os dons. Os frutos simbolizando o amor, e os dons simbolizando a fé; a fé para conquistar e os frutos para edificar.
A igreja que não está equilibrada nestes dois pilares vai mal. Não se pode enfatizar o amor e deixar a fé em segundo plano, pois está escrito: "Não havendo profecia, o povo se corrompe..." (Provérbios 29.18).
A profecia aqui está simbolizando os dons. Por outro lado, não se pode igualmente enfatizar só a fé, porque também está escrito: '...ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei." (1 Coríntios 13.2). Portanto, a Igreja do Senhor Jesus tem de andar sobre estas duas pernas; do contrário, jamais poderá se desenvolver em todo o mundo.
Normalmente, uma congregação começa desenvolvendo a fé. Porém, depois que há um certo número de convertidos, deixa de lado a fé e inicia o trabalho de doutrina, pelo ensino dos frutos.
A verdade é que se começou com a fé tem que continuar com ela, e nunca retroceder. Ao trabalho da fé deve-se somar o trabalho dos frutos. Um passo com a fé, outro passo com os frutos; mais um passo com a fé e em seguida outro passo com os frutos. É assim que a Igreja se desenvolve gloriosamente!
(*) Texto retirado do livro "O Perfil do Homem de Deus", do bispo Edir Macedo
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