Qual o limite da nossa opinião sobre o outro?
Não há justificativa para a intolerância. Aja como gostaria que fosse tratado

Esta semana, uma estudante foi condenada à reclusão por mensagem preconceituosa e de incitação à violência contra nordestinos em uma rede social: “Nordestisto [sic] não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”. A pena foi convertida em serviço comunitário e multa de R$ 500,00.
O caso repercutiu na mídia em novembro de 2010, logo após a eleição presidencial – quando Dilma Rousseff foi eleita –, e trouxe prejuízos imediatos para a autora da frase. Ela foi demitida do escritório de advocacia onde estagiava, abandonou o 1° ano da faculdade de Direito e mudou de cidade com medo de represálias.
Mão na consciência
A primeira questão levantada foi a do preconceito. Em sua defesa, a estudante disse que não tinha intenção de ofender, nem esperava tamanha repercussão, uma vez que estava expondo a sua posição política. Diante disso, vamos refletir qual o limite da nossa opinião sobre o outro? Somos capazes de discernir se estamos insultando alguém ao defender um ponto de vista?
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A verdade é que não há justificativa para a intolerância. As palavras não devem ser usadas para provocar injúria ou incitar qualquer tipo de violência a alguém ou a um grupo. Por isso, talvez, a estudante também tenha confessado estar envergonhada e arrependida pelo que fez. Algumas vezes tomamos atitudes infundadas e atingimos exatamente quem não era o alvo.
Se nos encontramos insatisfeitos com algo, devemos ser objetivos e nos certificar que temos argumentos para defender nossa opinião, antes de sair atirando para os lados. Pensar que poderíamos ser nós mesmos a receber um julgamento nos faz agir da mesma forma pela qual gostaríamos que fôssemos tratados. Com respeito e justiça.
A estudante foi denunciada, pelo Ministério Público Federal, com base na Lei 7.716/89, por crime de discriminação ou preconceito de procedência nacional.
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